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Advogada baiana acusa OAB de atuar em favor de agressor e gera revolta nas redes

Publicada em 26/04/2026 às 12:02h | Jorgequixabeira 

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Advogada baiana acusa OAB de atuar em favor de agressor e gera revolta nas redes


Uma denúncia feita pela advogada baiana Laila Hage contra a OAB Bahia ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira (25) e abriu um debate intenso sobre o papel institucional da entidade em casos de violência doméstica.

No vídeo, que já ultrapassou 300 mil visualizações e acumula mais de 2.600 comentários, Laila afirma ter sido vítima de agressões por mais de cinco anos e relata episódios graves de violência física, psicológica e ameaças contra sua família. Segundo ela, mesmo diante do histórico, a OAB-BA teria se habilitado no processo judicial para atuar em favor do investigado — o que classificou como “inaceitável”.

“Eu fui vítima de violência doméstica por mais de cinco anos, em todos os níveis. E hoje estou vivendo o que jamais esperava: a OAB Bahia se habilitou para defender meu agressor”, declarou a advogada no vídeo.

Ainda segundo o relato, o homem investigado já teria sido suspenso pela própria Ordem, mas o processo disciplinar não foi concluído. Mesmo assim, a entidade teria ingressado no caso judicial, o que, na visão de Laila, representa uma contradição grave.

A advogada também direciona críticas à presidência da instituição, questionando a legitimidade da atuação e convocando outras advogadas do país a se posicionarem. O tom do apelo, carregado de indignação, impulsionou a viralização do conteúdo e dividiu opiniões entre internautas.

Especialistas ouvidos nas redes destacam que a OAB, enquanto instituição, pode atuar em processos para garantir prerrogativas da advocacia ou o direito à ampla defesa — o que não necessariamente significa endosso às condutas do investigado. Ainda assim, o caso levanta questionamentos sobre sensibilidade institucional em situações envolvendo violência doméstica.

Por meio de nota oficial, a OAB Bahia afirmou que sua atuação no caso foi estritamente técnica e limitada à defesa das prerrogativas da advocacia, sem qualquer interferência no mérito da medida protetiva. A entidade destacou ainda que o advogado investigado já responde a procedimento no Tribunal de Ética e Disciplina, tendo inclusive sido afastado preventivamente por 90 dias, e reforçou seu compromisso no combate à violência de gênero, ao mesmo tempo em que sustentou que garantiu apenas direitos legais como o acesso aos autos e o pleno exercício da defesa, princípios previstos na Constituição.

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